Abrandar não é desistir. É ter estrutura suficiente.
O que acontece ao teu negócio quando tu paras — e porque a resposta diz tudo sobre como o construíste.
Em abril, a minha filha fez 5 anos e eu cozinhei praticamente todo o menu do aniversário dela.
Gomas, pipocas, queques, marshmallows, pizzas, focaccia, laranjada. Tudo caseiro, feito de raiz. Numa sexta-feira à tarde — e passei essa semana toda de férias.
Não contratei ninguém. Não deleguei. Não adiei.
Fiz porque quis. Porque tinha energia para isso. Porque o negócio não estava à minha espera com urgências.
E nada desabou.
A pergunta que ninguém faz
O que acontece ao teu negócio quando tu abrandas?
A resposta revela como construíste o negócio — ou como não o construíste.
A estrutura que construíste — ou que ainda não construíste — é o que dá a resposta. Se é “para” ou “fica em risco”, o trabalho ainda está por fazer.
Eu pausei a empresa. Fui para a Swonkie. Retomei. Estou grávida. O corpo obrigou-me a reduzir drasticamente o ritmo. E o negócio continua. Porque o que construí já não depende da minha energia diária para existir.
Se tivesse feito isto há cinco anos, na última gravidez, teria colapsado. Não porque trabalhasse menos — mas porque não tinha clareza sobre o que queria.
Ouvia o que o mercado dizia e implementava porque me diziam que era assim que tinha de ser. Publicar várias vezes por dia. Automatizar tudo. Vender, vender, vender. E sentia-me incapaz quando não conseguia acompanhar o ritmo — não porque faltasse vontade, mas porque o modelo não cabia na vida que queria ter.
Hoje sei que há formas diferentes de fazer tudo. Mas temos de saber bem o que queremos, os nossos inegociáveis, e até onde o nosso corpo e a nossa rede de apoio estão dispostos a ir connosco.
A tensão que vejo repetidamente
As pessoas que chegam à minha mentoria nunca dizem “tenho um problema de arquitectura”.
Dizem que crescer parece significar perder liberdade. Que são o sistema do negócio e estão exaustas disso. Que o negócio funciona, mas não as liberta.
E a minha primeira pergunta é sempre:
Se amanhã fosses obrigado a abrandar, o que acontecia?
A maioria descobre, nessa pergunta, que trabalhou muito, na ordem errada.
Para o terceiro trimestre estou a abrir três vagas de mentoria individual, onde trabalhamos exactamente este tipo de clareza. Podes candidatar-te em marketingemescala.pt/mentoria.
O que uso para que o negócio não dependa de mim
Faço pilates duas vezes por semana. Cozinho. Vejo séries por ócio numa quarta-feira à tarde, não como recompensa pelo trabalho feito, mas porque há espaço para isso.
Isto é o que acontece quando o sistema funciona sem precisar de mim em tudo.
A maioria usa ferramentas para fazer mais, para acelerar output, para ganhar mais capacidade. Eu usei para o contrário. Para que uma sexta-feira à tarde possa ser passada a cozinhar para a festa de aniversário da minha filha.
O que mudou — e o que ainda estou a construir
O negócio este ano está em modo de estruturação deliberada. Estou a plantar agora para colher depois da licença de maternidade.
O que me permite fazer isso com tranquilidade é saber exactamente o que quero — e ter construído um modelo que serve essa resposta.
Crescer com estrutura é precisamente o que o Domina o Kaos trabalha — uma comunidade de empreendedores que já provaram que conseguem crescer, e agora querem fazê-lo de forma que não os esgote. Se isto ressoa, podes saber mais aqui.
Crescer é deixar de ser o gargalo do teu próprio negócio.
Estrutura é o que te permite viver sem desligar o negócio. É o que te permite passar uma semana de férias — com os teus filhos, na cozinha, a fazer gomas caseiras numa sexta-feira — sem culpa e sem urgências à espera.
Se amanhã fosses obrigado a abrandar, o que acontecia ao teu negócio?
A resposta a essa pergunta diz tudo sobre o que ainda tens para construir.
— Helena


